Após empate, dirigentes anulam voto e atletas ganham menos espaço no COB – Jovem Pan Online

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Após empate, dirigentes anulam voto e atletas ganham menos espaço no COB Jovem Pan Online

EFE

Novo estatuto prevê que apenas cinco atletas poderão participar das votação no COB

Dirigentes de 15 confederações esportivas derrubaram uma das principais mudanças previstas para o novo estatuto do Comitê Olímpico do Brasil (COB), aprovado em Assembleia Geral nesta quarta-feira (22), na sede da entidade, no Rio. Com direito à impugnação de um voto contrário, eles determinaram que os atletas terão direito a apenas cinco votos nas assembleias do comitê a partir de agora. O texto que foi a votação, defendido por entidades ligadas a atletas e pela própria comissão estatuinte, previa 12. A proposta de redução de 12 para 5 partiu da confederação de tiro esportivo e ganhou apoio de metade dos votantes.

Ao todo, 28 das atuais 30 confederações que tinham vaga na assembleia mandaram representantes. Apenas a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a de Desportos no Gelo (CBDG) não compareceram. Bernard Rajzman, representante brasileiro no Comitê Olímpico Internacional (COI) e o judoca Tiago Camilo, da comissão de atletas, também participaram da assembleia, que durou cerca de quatro horas.

Um dos votantes, Eduardo Mufarej, da confederação de rúgbi, deixou o local mais cedo, mas antes declarou seu voto em favor do aumento para 12 atletas nas assembleias. Quando a proposta foi a votação, houve empate em 15 a 15. Com isso, o presidente da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa, Alaor Azevedo, que votou por cinco atletas nas assembleias, defendeu a impugnação do voto de Mufarej. E os outro 14 que votaram pela redução da representatividade prevista conseguiram o seu pleito.

Além dos dirigentes do tênis de mesa e do tiro esportivo, votaram contra o aumento os dirigentes das confederações de boxe, canoagem, ciclismo, ginástica, handebol, levantamento de peso, pentatlo moderno, remo, taekwondo, tênis, tiro com arco, vôlei e luta olímpica.

A mudança frustrou membros da comissão estatuinte. “Obviamente, não foi o que a classe gostaria, que era um terço”, disse Tiago Camilo. “Eles (representantes de confederações) achavam que era muito”.

O argumento dos que votaram por cinco representantes é que isso representa “um aumento de 500% em relação ao que era. Camilo, porém, lamentou a decisão e usou a própria votação como exemplo. “Eu tinha direito a apenas um voto. O que a gente quer é justamente que seja mais democrático”, declarou.

Outro membro da comissão que redigiu o novo estatuto também lamentou a decisão. “Achei ruim, por isso votei contra”, disse Marco Aurélio de Sá Ribeiro, presidente da Confederação Brasileira de Vela (CBVela). “Acho que não é o que a sociedade e todos nós esperávamos.”

Caso a votação terminasse empatada, o voto de Minerva caberia a Paulo Wanderley Teixeira, presidente do COB. Ele não quis comentar qual seria sua decisão, mas argumentou que a impugnação do voto do rúgbi “foi uma questão legal”.

Ele admitiu a possibilidade de isso terminar na Justiça. “Tanto um lado como o outro poderiam se sentir prejudicado”, argumentou Paulo Wanderley. Questionado se não haviam alertado que o voto do representante do rúgbi não valeria no momento em que ele foi dado – e não depois da contagem -, o presidente do COB comentou que “estava tudo andando certinho e ninguém imaginava que isso iria acontecer”.

OUTRAS MUDANÇAS – Fora a questão da representatividade de atletas, o novo estatuto manteve o que estava previsto. Ele permite que qualquer brasileiro com mais de 18 anos concorra ao comando da entidade. Também, a criação de um conselho de administração, um de ética e um fiscal. O COB ainda passará a ter um diretor geral (CEO) remunerado.

Até hoje, apenas membros do COB podiam apresentar chapa para se candidatarem à presidência do COB. A apresentação de candidaturas também será facilitada: quem tiver interesse deverá ter o apoio de três membros da assembleia geral. Antes, eram exigidos 10 apoios.

O Conselho de Administração será formado por 15 pessoas: o presidente e o vice do COB, o membro brasileiro no Comitê Olímpico Internacional (COI), oito representantes de confederações (exigência da Carta Olímpica), dois representantes dos atletas e dois independentes.

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