Profissões de tecnologia que serão essenciais no futuro – COMPUTERWORLD

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Ao longo dos anos, novas profissões aparecem enquanto outras passam a declinar gradativamente. Isto acontece por diversos motivos: evolução da tecnologia, mudança de comportamento da sociedade, novas necessidades ambientais e corporativas, alterações de processos, crises econômicas, entre outros. Alguns estudos apontam que, até 2025, um em cada três postos de trabalho será substituído por tecnologia inteligente.

Para ajudar nesta reflexão, listo algumas profissões que estão surgindo em função de evoluções tecnológicas e que tem um grande potencial para o futuro:

. Analistas de machine learning

Cada vez mais, alguns processos executados por humanos são substituídos por máquinas ou automatizações. Por isso, é extremamente importante que as máquinas e os sistemas sejam inteligentes e possuam a capacidade de aprender a partir das interações. Para que isso seja possível, o machine learning propõe o desenvolvimento de algoritmos que, a partir de cálculos anteriores, tome decisões e gere resultados analíticos confiáveis. Analistas de machine learning precisam ter experiência com desenvolvimento, banco de dados e capacidade de encontrar padrões em grandes massas de dados.

. Especialista em automação residencial

Atualmente, novos hábitos cotidianos já estão inseridos nas famílias: smart TV, smartphones, máquinas de lavar inteligentes, sistemas que integram os aparelhos eletrodomésticos da casa, aplicativos, tablets, notebooks e por aí vai. Se, no passado, a automação dos processos era algo exclusivo de empresas, o futuro promete as mesmas necessidades nas casas. Muitas pessoas, embora usem computadores e internet diariamente, não são digitalmente ?capacitadas?, precisando do auxílio de profissionais específicos para este fim.

. Especialista em clouding

Cada vez mais, as empresas estão optando pelas soluções em cloud. Além de permitirem uma alta disponibilidade dos dados e das aplicações, o clouding (solução na nuvem) não requer grandes investimentos em infraestrutura, tampouco a necessidade de um espaço físico para tal. Embora muito discutido, o clouding ainda é algo inovador no mercado de TI e, por isso, carece de profissionais especializados na solução e que possam orientar as empresas de forma adequada sobre as vantagens, desvantagens e requisitos para sua implantação.

. Desenvolvedores full-stack

Esta profissão é consequência das necessidades corporativas em tempos de crise, que precisam ?fazer mais, com menos?. Antigamente, os desenvolvedores eram categorizados em back-end e front-end, ou seja: o desenvolvedor back-end trabalha na parte ?interna? dos sistemas, programando os códigos-fonte e precisa ter conhecimentos de novas ferramentas de desenvolvimento e principalmente banco de dados; o desenvolvedor front-end trabalha na parte visual dos sistemas, pensando na interação deste com as pessoas que o usarão, com foco na usabilidade, ergonomia e experiência do usuário. O futuro promete valorizar profissionais que trabalhem nas duas frentes, chamados de full-stack, numa atuação mais generalista e menos especialista.

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. Cientista de dados

A internet trouxe a era dos dados e as empresas e governos precisam lidar com o processamento de um volume gigantesco de informações. Este processamento envolve análise, cruzamento, filtro, aprofundamento e análise crítica, para que decisões possam ser tomadas de forma ágil e eficaz. Neste novo contexto, surgiu a figura do Cientista de Dados, que tem o objetivo de permitir que todo este processo aconteça.  Provavelmente, estes profissionais deverão ser bem remunerados, pois, muitas vezes, estarão lidando com dados sigilosos de clientes e empresas.

Por isso, os profissionais precisam estar sempre atentos às tendências e novidades do mercado, de forma que possam se capacitar e aprimorar, para não ficarem defasados em suas profissões. Além disso, é importante que os estudantes, prestes a entrar em curso superior, pesquisem se suas carreiras terão um futuro e como a profissão está evoluindo frente às mudanças do mercado, da sociedade e na introdução de novas tecnologias.

*Rúbia Martins é analista de RH sênior da VoxAge, empresa especializada em soluções de relacionamento com o cliente.

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