A dieta certa pode amenizar os sintomas da esclerose múltipla | Saúde é Vital

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Poucos estudos focam na relação entre a alimentação e a esclerose múltipla – daí o valor da descoberta! (Foto: Alex Silva/A2 Estúdio)

Quem convive com os perrengues típicos da acaba de receber um baita incentivo para comer melhor: um estudo realizado na , nos Estados Unidos, constatou que estão diretamente relacionadas a uma melhora nos sintomas da doença. Não existem tantas pesquisas sobre a relação da alimentação com o ? o que reforça o valor da descoberta, .

Para chegar a tal conclusão, foram contemplados os dados de quase 7 mil pessoas. Os indivíduos responderam perguntas sobre estilo de vida, peso, , e ocorrência e intensidade dos sintomas da esclerose múltipla durante os seis meses anteriores ao questionário. Entre esses sintomas, fadiga, dor, problemas de mobilidade e .

Os pesquisadores organizaram essas informações de acordo com a idade e o tempo passado desde o diagnóstico da doença para cada participante. Ao final da análise, descobriram que, entre aqueles que mantinham uma dieta mais saudável, o risco de sofrer com incapacidades físicas graves era 20% menor em relação a quem não prestava tanta atenção assim ao prato.

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  • query_builder 4 dez 2017 – 10h12

Um detalhe importante é que as dietas ?mais? e ?menos? saudáveis às quais os resultados se referem foram delimitadas de forma bastante específica pelos estudiosos. A primeira era considerada assim quando envolvia a ingestão diária de uma média de 1,7 porções de e 3,3 de frutas, verduras e legumes, enquanto a segunda tinha 0,3 porções diárias de grãos integrais e 1,7 de vegetais.

O estudo revelou ainda que, para quem mantinha um estilo de vida saudável de maneira geral, os riscos de depressão, fadiga grave e dor diminuíam em proporções também impressionantes – em 50%, 30% e 40%, respectivamente.

Limitações do estudo

Apesar de bastante interessantes, as conclusões do estudo apresentam alguns poréns. Às vezes, o paciente não conseguiu adotar uma dieta mais saudável justamente porque os sintomas já estavam avançados ? mas a pesquisa não chega a avaliar essa questão.

O fato de muitos participantes do questionário serem mais velhos, brancos e terem sido diagnosticados com a doença há mais ou menos 20 anos também apresenta uma questão complicada ? já que faz com que os resultados da análise não possam ser aplicados a qualquer pessoa que sofra com esse distúrbio.

Por último, há ainda o fato de que o levantamento não foi capaz de prever se, ao adotar uma dieta mais rica em vegetais no meio do caminho, um paciente conseguiria ou não reduzir o risco de sintomas severos da doença no futuro. Mas, convenhamos: investir na alimentação saudável não faz mal a ninguém, não é mesmo?

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