Como as realidades virtual e aumentada estão redesenhando a indústria alimentícia – Época NEGÓCIOS | Tecnologia

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A rede americana Honeygrow usa Realidade Virtual e Aumentada para capacitar seus funcionários (Foto: reprodução youtube)
A rede americana Honeygrow usa Realidade Virtual e Aumentada para capacitar seus funcionários (Foto: reprodução youtube)

A rede americana Honeygrow usa realidade virtual e aumentada para capacitar seus funcionários (Foto: reprodução YouTube)

Não é nenhuma novidade que as tecnologias que aproximam o mundo real e virtual estão sendo utilizadas para diferentes fins, desde aumentar a eficiência logística de empresas até incrementar a experiência de compra dos consumidores.As investidas do no Oculus VR e o reconhecimento de uma das indústrias mais tradicionais do entretenimento, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas – que deu em 2017 o primeiro Oscar para uma produção de relidade aumentada, o filme Carne y Arena, do diretor mexicano Alejandro Iñarritu – são indícios de que este é um caminho sem volta e que vai revolucionar de muitas maneiras a forma como enxergamos o mundo.

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Na indústria alimentícia não é diferente. Embora os custos do desenvolvimento de produtos ainda sejam elevados, cada vez mais empresas de todos os portes percebem o potencial destas tecnologias e aumentam os investimentos.

O TechCrunch descreveu as inovações já realizadas com as realidades virtual e aumentada e como elas devem revolucionar toda a indústria de alimentos. Veja a seguir:

Funcionários mais preparadosHoje as empresas alimentícias enfrentam desafios significativos para treinar funcionários, especialmente em redes maiores. Além de ser custoso o desenvolvimento de material, ele dificilmente leva em conta algumas variações, como estilo da equipe, da loja e da região onde ela está alocada.É aí que a realidade virtual entra. Com ela, é possível criar um mundo visual detalhado para que funcionários interajam de forma segura e constante sem precisar sair de seus postos de trabalho. Além disso, a tecnologia pode ser usada para o treinamento das mais variadas funções, desde organizar estoques de alimentos até ensinar o tempo certo de cozimento para cada tipo de receita. Essas novas possibilidades não só aumentam a eficiência, como permitem que empresas empreguem trabalhadores com diferentes necessidades e estilos de aprendizagem

A rede Walmart, por exemplo, adotou o uso dos Oculus VR, do Facebook, para ensinar como organizar os corredores e preparar seus funcionários para diferentes cenários, como a corrida pelas compras em ofertas de feriados. Restaurantes dos Estados Unidos também já estão usando a tecnologia, como a rede . 

Mais experiências para o clienteO chamado marketing de experiências vem transformando o propósito e o funcionamento de eventos de todos os tipos. Com o setor alimentício não é diferente, afinal o apelo visual é parte importante de qualquer coisa que envolva comer e beber. Por isso, cada vez mais marcas usam recursos virtuais para educacar, inspirar e motivar consumidores.

Especialmente os chamados millennials enxergam experiências que integram realidade virtual e aumentada como uma espécie de capital social. Participar e compartilhar isso com os amigos é parte importante de suas identididades sociais.

Prova disso é o sucesso de eventos como o Museu do Sorvete, projeto itinerante que tem como forte a interatividade para contar a história de um dos doces mais amados. O buzz e a popularidade da iniciativa convenceu marcas como Red Bull e Gray Goose a gastarem milhões de dólares no desenvolvimento de semelhantes experiências publicitárias.

As realidades aumentada e virtual desempenham naturalmente essa mudança, já que ambas as tecnologias são maneiras de ativar todos os sentidos e mergulhar o consumidor nas especificidades de cada uma das empresas. Um exemplo é a marca de queijos Boursin, que combinou realidade virtual com movimento, aromas e amostras para apresentar um novo produto ao consumidor.

A Tequila Patrona também usou um vídeo 360º para mostrar o processo de fabricação em um evento. Já a Coca Cola deu aos seus consumidores americanos a possibilidade de ver o Papai Noel em cenas escondidas em banners espalhados por pontos de ônibus em Nova York.

Produtos novos e interativosNos últimos anos, o crescimento de redes sociais como Instagram e Pinterest e o aumento da importância de influenciadores digitais e celebridades mostraram que se envolver com os consumidores resulta em ação real. Os produtos e locais de varejo ainda são estáticos, mas seu conteúdo deve se estender cada vez mais para além do espaço físico de maneira a atrair a atenção de potenciais compradores.

A realidade aumentada permite a interação entre consumidor, produto e conteúdo. Informações adicionais, estímulo visual e interação com itens específicos dá às empresas a chance de combinar os mundos real e virtual de forma direta e certeira. A Nestlé, por exemplo, usou um pergonagem da animação ‘Rio’ para desenvolver um jogo de realidade aumentada espalhado por 26 mil caixas de seus produtos. Já o Walmart e a Kraft fizeram uma parceria para preparar um sorteio de verão por realidade aumentada.

Chef David Chang (Foto: Divulgação Nike)Chef David Chang e o tênis criado por ele e pela Nike (Foto: Divulgação Nike)

Outro exemplo recente veio do chef David Chang, do restaurante americano MOMOFUKU. Em parceria com a Nike, ele desenvolveu um tênis inspirado nos uniformes ‘descolados’ usados por sua equipe e voltado para skatistas. O detalhe é que o produto só poderia ser comprado por clientes que estivessem fisicamente em um de seus restaurantes.

Mas o potencial da realidade virtual vai além do marketing. As empresas podem apostar nessa tecnologia para educar os consumidores sobre informações nutricionais e a composição de seus produtos e até mesmo fazer com que alimentos saudáveis pareçam mais atraentes. O recurso também permite que conteúdos do mundo físico, como livros de receita, fundam-se com o conteúdo digital de forma a criar uma experiência simultânea e cruzada, como fez uma das chefs mais conceituadas dos Estados Unidos, Dominique Crenn. Em seu livro Atelier Crenn: Metamorphosis of Taste (Atelier Crenn: A Metamorfose do Gosto, em tradução livre), ela permitiu que os leitores visualizassem, por meio de seus smartphones, alguns dos pratos em 3D.

Na medida em que os consumidores se tornem mais confortáveis com estes tipos de recursos, sua utilização passará de expectativa de alguns à exigência de muitos. O uso contínuo das realidades virtual e aumentada por grandes marcas ajudará a impulsionar desenvolvedores e comerciantes em todo o mundo a torná-las mais acessíveis. Esse é um caminho é sem volta. Resta saber quando começaremos a correr em vez de apenas caminhar lentamente por ele.

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