Top cinco previsões da indústria de TIC para 2018 – COMPUTERWORLD

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Mais serviços úteis, mais conveniência e conectividade em todos os lugares, por favor …. E, claro, tudo isso com um menor pagamento e entrega mais rápida. Isso é o que os consumidores desejam de seus prestadores de serviços de telecomunicações. Eles querem receber os melhores valor e conveniência dos serviços sem a complexidade da tecnologia. Tudo empacotado em um relacionamento mais simples, no qual possam confiar. Esse cenário é também o que os prestadores de serviços de Telco querem de seus fornecedores de soluções. E isso só vai se intensificar em 2018.

Veremos algumas mudanças no modo como os prestadores de serviços e os fornecedores fazem negócios. Isso será impulsionado, não apenas pelo desejo de maior eficiência dos prestadores, mas também pelas transformações que a mudança para o digital está provocando. Algumas dessas mudanças e seus impactos são listados em meu top 5 previsões da indústria de TIC para 2018.

  • 1.  Oferta de serviços de dados gratuitos em troca de publicidade
  • 2017 foi o ano do pacote de conteúdo. Os prestadores de serviços, cuidadosos com o custo dos dados pesados em vídeo, decidiram que uma boa maneira de levar as pessoas a acessar conteúdo em seus dispositivos era eliminar o medo de ficar sem créditos. Então, surgiram muitos serviços de conteúdo com custo zero para o consumidor a partir de dados patrocinados e publicidade. Até agora, a estratégia está funcionando bem.

    Um bom exemplo disso é o serviço de música e vídeo grátis da Deutsche Telekom, Stream On. Ele registrou mais de 600 mil clientes desde o lançamento, com 100 mil novos clientes individuais somente em novembro. Outros tópicos também serão tendências como a neutralidade da rede na Europa e a revogação da mesma nos EUA, o que impulsionará ainda mais a transformação dos dados em commodity em 2018. Adicione a esta lista os serviços de dados gratuitos dos MNVO.

  • 2. Emergência de novos modelos e serviços de negócios e novas parcerias
  • À medida que as receitas de dados diminuem, os prestadores de serviços buscarão novos modelos de negócios para gerar receitas. Muitos lançaram serviços de entretenimento. Outros já estão lançando serviços de eletricidade, bancários e ofertas de segurança doméstica.

    Mais e mais serviços estão sendo gerenciados pelos consumidores por meio de aplicativos (internet banking, controles remotos de aquecimento, TV em todos os lugares, etc.) e os provedores querem oferecer esses serviços para suas bases de clientes. O objetivo é conquistar uma parcela dos gastos digitais dos clientes – e não apenas o gasto com comunicação, cada vez menor. Assim como as vendas de novos serviços, veremos também novos modelos de negócios. Isso incluirá opções de ad funded para conteúdo e serviços que vendem dados anonimizados, bem como novos modelos de parceria como o compartilhamento de receita com base no uso.

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  • 3. Mais marcas digitais agregadas
  • Os prestadores de serviços estão descobrindo que a transformação digital é difícil. Alterar sistemas e processos é algo possível, mas não é fácil. Mudando culturas profundamente enraizadas, as práticas de trabalho podem ser ainda mais complexas. Os prestadores estabelecidos já invejam alguns MVNO pelo ineditismo e total aderência à transformação digital.

    Preços baixos, autoatendimento comunitário de baixo custo e falta de heranças e legados. Tudo isso é bem positivo. Agora, estamos vendo muitos grandes fornecedores adotando marcas agregadas como o estilo ?digital first?.

    Os provedores de serviços descobriram que “arrastar a âncora” do legado é incrivelmente lento e muito caro. Quanto à preocupação social sobre o impacto na inteligência artificial substituindo empregos – isso não afeta as submarcas, já que elas não têm call centers para começar.

    A primeira marca agregada digital pode servir como uma caixa de proteção para provedores estabelecidos que querem lançar um provedor de serviços digitais. Se ele funcionar lá, então, ao longo do tempo, é mais fácil migrar os sistemas, processos e cultura para o maior provedor de serviços. 2018 será o ano em que veremos muitas submarcas sendo lançadas.

  • 4. Automação dirigida por Inteligência Artificial
  • Haverá um progresso significativo em 2018 em relação à automação. Primeiro, eram as redes e agora são os sistemas de negócio e processos. A complexidade do backend necessário para entregar a simplicidade adequada aos serviços digitais personalizados será demais para muitos sistemas existentes.

    É por isso que veremos um movimento de sistemas de suporte migrando para plataformas de negócios digitais. A principal diferença é que esses sistemas são automatizados, todos em tempo real, mas com a adição de engajamento do cliente, conduzida por inteligência artificial. Isto usa regras, algoritmos e uma variedade de dados dos clientes, além do uso de dados de terceiros para fornecer de forma inteligente e automática funções como melhores ofertas, atividades próximas, bem como marketing contextual.

  • 5. Destaque de fornecedores inovadores à medida que os legados ficam obsoletos
  • Durante anos lidando com as grandes empresas de rede, as companhias de TI foram a escolha aceita e segura para os provedores de serviços, ao comprar BSS. A taxa de mudança que vimos em 2017 será acelerada em 2018. Isso significa que as práticas de legado de muitos fornecedores não serão mais aplicáveis ??aos provedores de serviços em 2018.

    Foi interessante ver que muitos dos prêmios de sistemas de telecomunicações em 2017, que reconhecem soluções inovadoras foram para pequenos e médios fornecedores. Além disso, a recente pesquisa Gartner Peer Reviews, que reportou a satisfação dos clientes com as empresas de BSS, posicionou os pequenos e médios fornecedores à frente dos grandes.

    Olhando para frente em 2018, os maiores provedores de serviços dependerão das inovações tecnológicas do “faça isso você mesmo” e da automação de processos de negócios de fornecedores inovadores, ao passo que os outros provedores provavelmente dependerão de integradores de sistemas para ajudá-los a usar esses recursos e usufruírem dessas inovações tecnológicas.

    O ano de 2018 tem chances de ser bem interessante. O declínio no ARPU (Average Revenue Per User ou Receita Média por Usuário) de dados, a necessidade de ser criativo na abertura de novos fluxos de receita e o desafio de atender aos clientes com um digital first são alguns dos fatores que mostram que a abordagem do cliente está mudando totalmente o jogo para provedores de serviços e fornecedores.

    (*) Niall Norton é CEO da Openet

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